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Recent News​ - Serpentine Gallery 

Livro de Philip Jodidio, com 356paginas - Taschen (R$ 173,99)  

 

 

Por Cátia Couto

 

Aqui está um livro de arte para a mesa do café apenas a tempo para o mais recente lançamento que ocorreu na Galeria Serpentine, em 2005.

 

A editora Tasche lançou recentemente o livro Serpentine Gallery Pavilions, escrito por Philip Jodidio, com a história e a descrição de todos os pavilhões, incluindo o que Zaha Hadid planejou, exclusivamente, em 2006 para a instalação de arte Lilás. A publicação também apresenta os desenhos originais de cada arquiteto e fotos das obras concluídas.

Em 2010 na França ocupavam-se os jardins londrinos do Hyde Park. Uma das galerias mais bacanas de Londres, a Serpentine, escolheu o incensado arquiteto francês Jean Nouvel para seu projeto de verão: todo ano um convidado assume a área externa do prédio. O Summer Pavilion 2010, desenvolvido por Jean Nouvel, ficou aberto por 4 meses. A proposta era de que arquitetos famosos e não-britânicos, sem nenhuma obra em solo inglês, são convidados a projetar um pavilhão temporário que permanece durante o verão no Hyde Park, nos Jardins de Kensington, ao lado da Galeria Serpentine. A cor vermelha do prédio foi escolhida por Nouvel para contrastar com o verde do hyde park e também por lembrar ícones da capital inglesa, como cabines telefônicas, caixas de correio e tradicional ônibus.

 

Nos últimos 11 anos, a Galeria Serpentine, localizada em posição privilegiada no Kensington Gardens, em Londres, tem convidado importantes designers e arquitetos para criar o seu pavilhão de verão. Todos os anos, essas estruturas temporárias — ousadas, elegantes e futuristas — capturam a imaginação do público, oferecendo projetos de construção de ponta e espaços relaxantes para abrigo dos elementos. Entre os arquitetos que já participaram estão Oscar Niemeyer, Zaha Hadid, Frank Gehry e Daniel Libeskind.

Os pavilhões Serpentine exploram a relação entre arte e arquitetura, algo que fascina e inspira, ao demonstrar a aplicação prática do design e da arte na vida cotidiana.

Encontrar uma dessas estruturas em meio ao parque, cercado por um ambiente tradicional, é uma experiência surpreendente — como se uma nave espacial tivesse pousado entre as árvores. O livro de Philip Jodidio, publicado em inglês, francês e alemão, inclui entrevistas com Julia Peyton-Jones, diretora visionária da galeria, e com o co-diretor Hans Ulrich Obrist.

O livro apresenta fotos, especificações de design e detalhes sobre a inspiração e construção dos pavilhões, além de trazer toda a história do projeto. Peyton-Jones atribui o início da série ao pavilhão de vidro de Dan Graham, exibido em 1992, que marcou o primeiro experimento de instalação arquitetônica na galeria.

Ela comenta:

“Percebi que o comissionamento de arquitetura desta forma era extremamente empolgante e absolutamente precisava fazer parte do futuro da Galeria Serpentine.”

Peyton-Jones também aborda as limitações de construir em um Royal Park e como foram desenvolvidas as relações com artistas e arquitetos para que os projetos se tornassem realidade.

Assim como os próprios pavilhões, o livro é visualmente impactante e extremamente informativo, sendo uma excelente referência para estudantes de arte e arquitetura, bem como para admiradores dessas obras pontuais. É um livro de mesa de café indispensável, especialmente a tempo do lançamento do último pavilhão da Serpentine.

Para os amantes do design de jardins, o jardim de Piet Oudolf, recentemente inaugurado, oferece uma experiência que combina minimalismo externo com uma atmosfera interna orgânica e relaxante. A Taschen lançou, junto a este pavilhão, um guia definitivo sobre os projetos Serpentine anteriores, consolidando a importância desses ícones da arquitetura contemporânea.

Ao iniciar o novo milênio, a Serpentine Gallery — construída em 1934 como pavilhão de chá no Kensington Gardens — lançou um projeto que une arte e arquitetura, convidando importantes arquitetos para projetar pavilhões de verão em Londres. Ao combinar arte e arquitetura no mesmo espaço, esses pavilhões conquistaram status de obras-primas, atraindo até 250 mil visitantes a cada temporada.

A ideia de convidar grandes arquitetos — alguns vencedores do Prêmio Pritzker — foi da diretora Julia Peyton-Jones, tornando o projeto único em todo o mundo. Cada arquiteto tem seis meses para desenvolver o projeto e concluir a construção. Segundo Richard Rogers, os pavilhões são erguidos com orçamento relativamente moderado, mas o resultado final é incrivelmente impressionante, com projetos que se tornam verdadeiras obras-primas.

Entre os arquitetos que participaram do projeto estão:

  • Zaha Hadid (2000)

  • Daniel Libeskind (2001)

  • Toyo Ito (2002)

  • Oscar Niemeyer (2003)

  • Álvaro Siza, Eduardo Souto de Moura e Cecil Balmond (2005)

  • Rem Koolhaas e Cecil Balmond (2006)

  • Olafur Eliasson e Kjetil Thorsen (2007)

  • Frank Gehry (2008)

  • SANAA (2009)

  • Jean Nouvel (2010)

Somente em 2004, o projeto apresentado pelo escritório holandês MVRDV não foi realizado.

O pavilhão de 2011 — aberto no início de julho — foi projetado pelo arquiteto suíço Peter Zumthor e pode ser visitado até 16 de outubro. Para quem é apaixonado por arquitetura e por Londres, este é um ótimo motivo para uma viagem improvisada.

 

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